O Yôga pode ser definido assim: Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi (samádhi é um termo técnico que não deve ser traduzido, inclusive porque não tem tradução adequada nas línguas modernas; trata-se de um estado de consciência expandida a qual proporciona autoconhecimento).
Todos sabem que Karatê não é uma dança e que Flamenco não é um clube de futebol. Da mesma forma, hoje, com o incremento da cultura do brasileiro, todo o mundo sabe que o Yôga é uma filosofia de vida. Yôga não é ginástica e não tem nada a ver com Educação Física, pois não se dedica a atividades físicas nem desportivas. Por quê? Não existe porquê. Alguém questionaria por que Ballet Clássico é dança, ou por que Judô é uma luta? Em todos os textos da Índia antiga, o Yôga é classificado como filosofia, como um dárshana (ponto de vista) do hinduísmo.
Não. Yôga é um vasto universo de técnicas e conceitos que visam à evolução interior e ao autoconhecimento, compreendendo práticas bioenergéticas, corporais, emocionais, mentais, etc., através de técnicas orgânicas, respiratórios, descontração, limpeza de órgãos internos, vocalizações, concentração, meditação e mentalização. Estas, abaixo, são algumas das técnicas utilizadas:
1. mudrá = gesto reflexológico feito com as mãos;
2. pújá = retribuição ética de energia; sintonização com o arquétipo;
3. mantra = vocalização de sons e ultra-sons;
4. pránáyáma = expansão da bioenergia através de respiratórios;
5. kriyá = atividade de purificação das mucosas;
6. ásana = técnica corporal (não é atividade física nem desportiva e não tem nada a ver com Ed. Física);
7. yôganidrá = técnica de descontração;
8. samyama = concentração, meditação e samádhi.
Todos os esportes e as diferentes profissões têm um tipo de alimentação especialmente recomendada. Imagine se um executivo poderia ter a mesma alimentação de um estivador ou vice-versa. Ambos renderiam menos e teriam sua expectativa de vida abreviada.
O Yôga não proíbe nada e não obriga a coisa alguma. Você pode comer de tudo. Mas se quiser aproveitar a totalidade do que o Yôga tem para lhe oferecer, recomenda-se uma alimentação específica, mais biológica, que proporcione determinados nutrientes necessários em função do tipo de atividade, do teor de consumo de oxigênio e de gorduras, da quantidade/qualidade de proteínas, vitaminas e sais minerais, do coeficiente de resíduos deixados no organismo, etc. Se o aluno não adotar essa reeducação alimentar, não progredirá tanto quanto poderia.
Nosso conselho veemente é: não pratique em qualquer lugar e não leia qualquer livro. A maioria dos livros, dos ensinantes e dos tipos de Yôga é francamente nociva devido ao despreparo ou desonestidade dos que poluem essa área. Visite o site da Universidade de Yôga para obter informações sobre uma infinidade de atividades, cursos, livros, vídeos, CDs, endereços confiáveis no Brasil todo e no Exterior, além de links para diversos outros. O site é www.uni-yoga.org.br.
Este site não vende nada. Nele você poderá fazer download gratuito de vários livros, CDs e poderá assistir gratuitamente a lições ministradas na sede da Universidade em São Paulo e transmitidas para todo o Brasil e para todo o planeta. Trata-se de uma conquista pedagógica pioneira. A Universidade de Yôga é a única no mundo a transmitir para todo o globo aulas de Yôga em tempo real, enquanto elas ocorrem, permitindo aos alunos de diversos países enviar perguntas ou contribuições, via telefone ou chat, que enriqueçam o acervo da classe.
Em todos os textos antigos da Índia sobre o tema, Yôga sempre foi associado a três conceitos: força, poder e energia. Isso é quase o oposto a calma, paz e tranqüilidade.
Administrar o stress, sim, a prática do Yôga proporciona, mas esse não é o objetivo. Até porque, para administrar o stress você pode praticar uma enorme gama de atividades, tais como artes, esportes, dança de salão, natação, passeios, sexo, enfim, quase qualquer coisa que diversifique você da atividade estressante.