SwáSthya Yôga - Universo Yôga http://www.universoyoga.org.br Rua Cel. Joaquim Ferreira Lobo, 303 - Vila Olímpia - São Paulo - SP pt-br Universo Yôga 200 63 http://www.universoyoga.org.br http://www.universoyoga.org.br/images/logo_swasthya.jpg contato@universoyoga.org.br O FEL DA DISCRIMINAÇÃO http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=169 Por DeRose Numa tarde ensolarada na cidade de São Paulo, terminei minha aula de Aikidô com o Mestre Ricardo Leite – um jovem de vinte e tantos anos – e dirigi-me ao meu curso de xadrez com o Mestre Angel Gutiérrez. Mestre daqui, Mestre dali, comecei a caminhar pela rua pensando com os meus botões: todo o mundo aceita serenamente que meu professor Ricardo Leite seja Mestre de Aikidô. Ninguém questiona o título de Mestre que a Federação de Xadrez concedeu ao Angel Gutiérrez. Por que será que meu título de Mestre de Yôga parece perturbar tanta gente? Durante 40 anos de magistério, fui o Prof. DeRose e não houve problemas. Ninguém me incomodou nem anatematizou, desde a juventude em 1960 quando comecei a dar aulas e entrevistas, até o ano 2.000. Depois de mais velho, quando recebi o título de Mestre começaram os problemas. Desconfianças, insultos, entrevistas insolentes, exclusões sistemáticas... É como se as pessoas se sentissem ultrajadas pelo fato de um profissional de Yôga ostentar o mesmo grau que tantos outros profissionais exibem sem causar nenhuma revolta. Ora, o próprio CBO – Catálogo Brasileiro de Ocupações, do Ministério do Trabalho, relaciona mais de trinta profissões com o título de Mestre, entre elas, Mestre de Charque e Mestre de Águas e Esgotos. Mas de Yôga não pode. Por quê? Afinal, nem tenho vinte e tantos anos de idade, tenho mais de sessenta e as barbas brancas. Oficialmente, estou na terceira idade, os cinemas me concedem “meia-entrada de idoso”, sou avô e, a qualquer momento, bisavô! Por que a sociedade admitiria sem problemas que com a metade da minha idade eu fosse Mestre de Reiki, ou Mestre de Obras, ou Mestre de Karatê, mas cobra-me sistematicamente explicações quanto ao meu título legítimo de Mestre em Yôga? Chega a soar ridículo quando alguém me diz, ou a algum aluno meu: “Mestre? Como assim, Mestre?” Alguns estudantes respondem à altura, declarando que tratam de Mestre os professores das suas respectivas faculdades, portanto não entendem o que o interlocutor está querendo insinuar. Mas outros deixam-se intimidar e não sabem o que redargüir. Daí, a necessidade deste artigo. Pessoalmente, gosto muito de chamar o contestador à razão, comparando-me aos Mestres de profissões humildes e até iletradas. Quando alguém me cobra acintosamente o direito ao título, prefiro perguntar se ele faria essa cobrança ao Mestre de Capoeira ou ao Mestre de Jangada. Pois, se não o faria, mas faz-me a mim, trata-se inequivocamente de uma discriminação. Só depois disso é que respondo à cobrança – jamais para dar-lhe uma justificativa e sim para ter a satisfação de responder: – Eu não precisaria de documento algum que legitimasse meu título, mas por acaso tenho seis certificados expedidos por estabelecimentos de ensino superior, quatro do Brasil e dois da Europa, que me concedem, confirmam e ratificam o título legítimo. Contudo, se lhe incomoda me chamar de Mestre, pode me tratar de Comendador, já que recebi duas Comendas; ou de Doutor, uma vez que recebi o diploma de Doutor Honoris Causa. Thu, 01 Jan 1970 ASHTÁNGÃO COM O PROFESSOR FÁBIO EUKSUZIAN http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=168 O Professor e Diretor do Método DeRose Vila Olímpia, Fábio Euksuzian, ministrará uma prática completa de SwáSthya Yôga composta por oito partes: mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama. Serão 2 horas de aula e logo após nos reuniremos para almoçarmos juntos. Inscrições abertas para alunos a partir do grau de sádhaka (converse com o seu instrutor). VALOR: R$50,00 VAGAS LIMITADAS! Local: Método DeRose Vila Olímpia Rua Cel. Joaquim Ferreira Lobo, 303 - Vila Olímpia Tel.: (11) 3845 5933 Data: 11 de setembro Horário: das 12h às 14h Thu, 01 Jan 1970 UMA VIAGEM AOS HIMALAYAS http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=165 Por DeRose Este artigo foi escrito durante a primeira de duas décadas de viagens à Índia, num alvorecer muito especial. "1975. Pela primeira vez na vida, estou fora do meu país. Estou sozinho na Índia. E sozinho subi às montanhas para sentir a neve e ficar um pouco comigo mesmo, avaliando as experiências vividas neste país meio mágico. É um silêncio impressionante. Tudo branco. Rapidamente entrei em meditação e nunca antes tinha ido tão fundo. Houve um momento em que meus olhos e aquilo que eles enxergavam, tornaram-se uma só coisa. A tênue luminescência da tarde que se extinguia, tornou-se um oceano de luz indescritível. Eu não era mais eu; nem estava mais confinado a este corpo, a este lugar ou a este tempo. Percebia, num clarão, o pulsar das moléculas e o palpitar das galáxias. Percebia, de uma forma libertadora, a minha própria pequenez e, ao mesmo tempo, a incomensurável grandeza do Ser Humano. Compreendia, de uma forma impossível de descrever, que toda a matéria é ilusória como ilusória é a vida e a própria morte. E entendi que não poderia haver outra razão para o nascimento, senão a da aquisição deste bem-aventurado estado de consciência. Eu estava dissolvido na Luz e eu era Luz, Luz que estava dissolvida no Som e que era Som, e eu oscilava etéreo nos acordes do Universo. Não estava no mundo exterior nem no mundo interior. Era como se existisse um outro que extrapolasse a dualidade do "dentro e fora", do "eu e não-eu", do "ser e não-ser", para , afinal, fundir o tamás e o rajás na definitiva dimensão de sattwa. Permaneci algumas horas assim. Quando, desafortunadamente, retornei à consciência limitada das formas, já era noite e eu estava banhado em lágrimas que congelavam meu rosto. Lembrei-me de que tinha um corpo e notei que estava no meio da neve, à noite, sem comida, sem lanterna, sem bússola... Olhei em volta mas não enxerguei nada. A escuridão era total. Mesmo que não o fosse, minhas pegadas haviam sido cobertas pelo gelo que se acumulou à minha volta. Achei que ia morrer nessa noite. Várias vezes questionei-me sobre esse momento e quis saber como é que eu reagiria. Pois foi uma sensação de imensa paz, como se houvesse terminado uma tarefa assaz árdua. Foi descontração, leveza e um sorriso. Recostei-me para sentir a sonolência do frio que apaga a chama da vida. E fiquei esperando pelo último compromisso, do qual ninguém escapa. Foi quando surgiram imagens na minha mente, recordando minha infância, desde fatos que eu já não lembrava mais, até os últimos dias na Índia, nos quais aprendera tanta coisa boa. Gostei de rever aquilo tudo: deu um saldo positivo. Só que... a missão não tinha sido cumprida. Tudo aquilo tinha sido só a preparação para algo maior que deveria ser feito por mim e começando pelo Brasil. Vi, em detalhes, tudo o que deveria fazer ao voltar ao meu país. Então decidi viver. Resolvi caminhar. Mas o meu corpo, habituado a temperaturas tropicais, não se movia mais. Mentalizei a cor vermelha e fiz bhástrika. Melhorou bastante. Senti o coração bater forte, a adrenalina no sangue e consegui caminhar. Porém, de que adiantaria caminhar na neve, no escuro. Lembrei-me de que Theos Bernard tinha sido morto naquelas mesmas montanhas. E surpreendi-me por estar me preocupando com isso depois das vivências a que tinha sido submetido! Cheguei à conclusão de que era preciso viver. Que a vida é uma dádiva sagrada e que eu tinha algo a realizar na Terra. Concentrei-me em Shiva e estabeleci que se isso não fosse uma ilusão minha, se de fato fosse importante a realização dessa missão, eu intuísse o caminho. Segui na direção intuída e não foi preciso caminhar muito tempo. Percebi uma luzinha. Era a caverna de um saddhu que só falava um dialeto incompreensível. Ele me serviu uma bebida muito quente que sorvi com avidez. Não sei o que era. Não tinha álcool mas era muito forte como se contivesse gengibre e outras especiarias. A bebida e o fogo aceso fizeram a minha cama e deixei-me adormecer imediatamente. Fui acordado pelo milagre da vida que fazia renascer a luz, à medida que os raios de um sol gelado rasgavam as nuvens em minha direção. Olhei em volta. Não havia ninguém, não havia caverna. Teria sido tudo um sonho, afinal, muito bonito?!" Thu, 01 Jan 1970 Memórias a não extinção de experiências passadas http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=166 Por Fábio Euksuzian O aforismo acima corresponde a uma citação do sábio Srí Maharaj Patáñjali, provavelmente datado do século III a.C. e publicado no Yôga Sútra, opúsculo de sua autoria composto por 195 sútras, aforismos carregados de significados herméticos que, condensados em poucas palavras, tornam-se blindados aos olhos de um leigo, e por isso mesmo, se faz necessário um mínimo de bagagem metafísica para a compreensão desta ancestral linguagem cifrada. A sentença do título faz parte do primeiro capítulo da obra, que explica o caminho para se atingir a iluminação, no Yôga chamado de samádhi. O sútra VI descreve os cinco tipos de instabilidade, sendo um deles, o conhecimento baseado na memória. Quando li este livro pela primeira vez, há cerca de uma década, confesso que não entendi por que a memória seria um obstáculo instável à evolução do ser humano, visto que sem ela provavelmente não estaríamos aqui, afinal, em um passado remoto, nossos ancestrais aprenderam pela observação e memorizaram lições de sobrevivência, como por exemplo: fazer fogo, construir cabanas, plantar e, praticamente tudo que envolvia e envolve o desenvolvimento de uma civilização. Vejamos as crianças: não são espelhos dos pais porque memorizam tudo o que eles fazem? Assim como os meus alunos são reflexos de mim, pois assimilam gestos, ações e atitudes do professor. Por exemplo, se nós não tivéssemos memória, como estaria eu escrevendo este artigo? Conto aqui uma história que presenciei em um Festival Internacional de Yôga, reforçando a retórica da importância da memória: um grupo de alunos e instrutores estava encaminhando-se para alguma vivência que estava prestes a acontecer. Ao passar pelo estacionamento, vimos um passarinho aproximar-se do espelho retrovisor de um carro. Ao avistar seu próprio reflexo, achou que se tratava de outro pássaro querendo invadir seu território e a partir de então, iniciou uma guerra contra o espelho. Por vezes se chocava contra ele e em outras, bicava-o insistentemente. Obviamente se machucou e tão logo percebeu que não era outro pássaro, deu meia-volta no ar como se fosse embora, mas, em seguida, novamente se viu no espelho, repetindo todo o processo. Mestre DeRose, que acompanhou aquela pitoresca cena que não durou mais que alguns segundos, disse aos que estavam presentes: “Assim somos nós, presos dentro de nossos paradigmas”, bem, dizem por aí que passarinho possui memória de três segundos… No entanto, a dualidade que existe em praticamente tudo também está presente na memória como ferramenta de evolução. Ela é fator gerador de outro obstáculo apontado por Pátañjali no capítulo II (trilha da prática), sútra III: o excessivo apego à vida. Em minha opinião, este apego não esconde somente o temor da morte, mas também o receio de perder as sensações de todas as experiências vividas dentro da experiência a que chamamos de vida. Por meio da memória, nos apegamos àquilo que já não existe mais, mas tão somente nas vagas brumas nostálgicas de nossas carcomidas lembranças. Será que é por isso que hoje temos o sucesso das linhas retrós em variados tipos de publicidade, relançamentos de filmes, peças de teatro que um dia foram boas, o assustador popularismo do botox e tudo o mais que nos fará tentar vivenciar algo que as primaveras levaram? Já tentou reatar um namoro anos depois, quando já não mais sentia grande coisa pelo outro, mas porque em algum dia do já amarelado tempo de sua memória, aquilo foi muito bom e lhe proporcionou prazer pelos momentos felizes vividos juntos? Pois é, é como reconstruir um vaso quebrado, nunca mais será o mesmo! Creio que seja por isso que quando envelhecemos vamos perdendo a memória, talvez seja uma forma de a natureza nos poupar o sofrimento da lembrança, uma forma de nos desapegarmos daquilo que um dia fomos e nunca mais seremos. A memória nos traga para túneis tingidos de sépia que nos conduzem a um passeio no trem das saudades, por vezes felizes, outras nem tanto, mas sempre saudades. “Hoje joguei tanta coisa fora, cartas e fotografias, gente que foi embora…”, foi com este refrão dos velhos Paralamas na cabeça que recentemente fiz minha mudança de residência em Sampa. Ah, nossa castigada memória emocional ainda nos faz palpitar o coração. Quantas coisas temos que deixar para trás, a descansar em algum acinzentado banco de praça, até serem desintegradas lentamente pelas ventanias das novas gerações. Caetano diria que saudades até que é bom, melhor que caminhar vazio… E eu digo sempre, que devemos aprender com o passado, sem se apegar a ele, aplicar o que aprendemos nos fundos do presente e prepararmo-nos para a colheita de um futuro próspero. Mas se a memória causa este sofrimento, o que fazer? Ser um desmemoriado? Mais uma vez, temos que aprender a canalizar a situação em nosso favor, ou seja, emancipação da escravidão mental. Recentemente, estava com um grande amigo que perdera a mãe e a irmã de câncer em um ridículo intervalo de quatro anos, em um café de calçada qualquer da cidade de São Paulo, e ele, ainda meio atônito, balbuciou: a vida é um ato de heroísmo! Achei aquilo muito bonito e completei: cara, já se deu conta de que nossas vidas se resumem agora a este exato e absoluto instante? Tudo o que fomos, vivenciamos, sentimos, experimentamos, conhecemos, não fazem a mínima importância nesta fração congelada do tempo. Nossas vidas são exatamente isso que neste momento enxergamos e sentimos, eu e você; nunca houve o amanhã ou o ontem. Tudo o que chamamos de passado e projeções de futuro se assemelham a desconexos flashs de um alternativo filme B, meio sem pé nem cabeça, encontrados na mais profunda penumbra do sótão de uma casa com sete janelas. Ele consentiu com um leve movimento de cabeça. Por intermédio da memória, ficamos presos em nossos próprios paradigmas e atrelados a um passado que por vezes temos a esquisita impressão que não aconteceu, como dizia Cazuza em sua sutil e letal poesia: parece que aquele amor que tive e senti um dia, quando o reencontro, nunca existiu. Mas nem tudo são espinhos, eis um dos lados bons da memória: aqueles que degustam covardemente um pedaço de músculo, coração ou fígado que até há instantes pulsava vida e energia haverão de se lembrar que foram cúmplices de incontáveis assassinatos ao longo do que chamaram de vida e esperarão pacientemente à sentença final dos juízes do karma absoluto, afinal, não somos somente nós que temos memória. Thu, 01 Jan 1970 O que é o Método DeRose? http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=167 Texto extraído do Blog do DeRose http://www.uni-yoga.org/blogdoderose É da natureza humana querer compreender as coi­sas e, para isso, tentamos enquadrá-las em escani­nhos já estabelecidos em nossa mente. Não é à toa que “enquadrar” e “escaninho” são conceitos as­sociados a algo quadrado e padronizado. Portanto, é natural que o interlocutor queira saber se é dança, ginástica, arte, terapia, religião… Mas e se não se “encaixar” em nenhuma das alternativas? Quando um praticante pretende explicar o que é o Método, frequentemente é confrontado com a per­gunta: – Método de quê? Para que as pessoas compreendam melhor o que é o Método e, dessa forma, possam desfrutá-lo em todas as suas nuances, decidimos prestar estes esclarecimentos. Para tanto, a primeira coisa a conhecermos deve ser sua definição. Apesar de este Método ter sido sistematizado a partir de 1960 e, portanto, já con­tar com meio século, o processo foi bem gradativo e empírico. Assim, dispomos de várias definições muito boas. Podemos definir esta cultura como: Método DeRose é uma urdidura entre conceitos e técnicas oriundas de tradições culturais muito antigas. Ou de forma mais extensa: O Método DeRose é uma proposta de life style coaching com ênfase em boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respi­ratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tônus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimora­mento da descontração emocional e da concen­tração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da lucidez e ao autoconhe­cimento. Listando por tópico, facilita a compreensão: * uma proposta de life style coaching; * com ênfase em boa qualidade de vida; * boas maneiras; * boas relações humanas; * boa cultura; * boa alimentação; * boa forma; * reeducação respiratória; * administração do stress; * técnicas orgânicas; * tônus muscular; * flexibilidade; * concentração e meditação; * a meta final é o autoconhecimento. Benefícios? Não! Apenas consequências de uma filosofia de vida saudável. Thu, 01 Jan 1970 DeRose Festival 12ª edição - São Paulo http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=164 Nos dias 20, 21 e 22 de agosto acontecerá o DeRose Festival - 12ª edição em Atibaia, São Paulo. Mestres, professores, instrutores e alunos reunir-se-ão para aprender mais, aprofundar-se, praticar juntos e confraternizar-se. As incrições já estão abertas. Os interessados em participar do evento, devem procurar o seu instutor para inscrever-se. Nosso Diretor e agora Professor Fábio Euksuzian, irá ministrar uma vivência este ano, então vamos prestigiá-lo. Você não pode perder! Os alunos que ainda estejam no pré-Yôga terão que esperar o recebimento da sua insígnia de praticante de Yôga. Vagas limitadas. Não vá perder essa chance! Acesse o site www.derosemoema.com.br/festival e confira a programação. Thu, 01 Jan 1970 CURSO SOBRE MANTRA COM O EDUCADOR DEROSE http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=163 Mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Aprofunde-se e aprenda mais sobre o universo sonoro do Yôga Antigo. Uma excelente oportunidade para estar ao lado do codificador do Swásthya Yôga. Local: Método DeRose Vila Olímpia Rua Coronel Joaquim Ferreira Lobo, 303 Tel.: (11) 3845 5933 Data: 18 de julho Ministrante: Mestre DeRose Inscrições abertas para alunos a partir do grau de sádhaka (converse com o seu instrutor). Informe-se sobre as condições especiais de pagamento e parcelamento. VAGAS LIMITADAS! Thu, 01 Jan 1970 MEDITAÇÃO http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=161 Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar a fim de permitir que a consciência se expresse através de um canal mais sutil, que está acima da mente, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir. Na verdade, o termo dhyána pode ser usado tanto para designar o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa prática. Ela consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto. “Quando o observador, o objeto observado e o ato da observação se fundem numa só coisa, isso é meditação”, dizem os Shástras. Portanto, o melhor termo em nossa língua para definir esse fenômeno é contemplação. Por outro lado, não queremos alimentar o falso estereótipo popular de que os praticantes de Yôga sejam “contemplativos”. Assim sendo, essa palavra que melhor define dhyána torna-se inconveniente no momento atual. Então, resta-nos uma outra designação. O estado de consciência que os britânicos do século XVIII arbitraram chamar de meditation é, na verdade, um tipo de intuição, ou seja, o mecanismo que possuímos para veicular a consciência, o qual está localizado acima do organismo mental. Intuição, todos já tivemos uma manifestação desse fenômeno, alguns mais outros menos. Trata-se de um canal que nos traz o conhecimento por via direta, sem a interferência do intelecto. Foi intuição aquele episódio familiar ou profissional no qual você sabia do fato, embora ninguém lhe tivesse dito, telefonado, escrito, telegrafado ou comunicado por meio racional algum. Simplesmente, você o sabia. Profissionalmente, academicamente, cientificamente, talvez você o tenha deixado passar por não dispor de um respaldo racional, uma documentação, uma pesquisa, uma bibliografia... No entanto, se tivesse lançado mão daquele conhecimento intuicional, teria passado à frente da concorrência, teria feito uma grande descoberta científica muito além do seu tempo. Depois, bastaria procurar a documentação adequada, ou as estatísticas necessárias para fundamentar o que você já sabia – fundamentá-lo apenas para que os seus pares não pudessem questionar as suas fontes. A intuição comum é como o flash de uma câmera fotográfica, só que não tem dimensão em termos de tempo. É um insight. Mas, sob treinamento, é possível desenvolver uma outra forma de intuição que se manifesta como o flash de uma filmadora, que acende e permanece aceso por um átimo. Chamamos a esse fenômeno intuição linear, quando conseguimos manter a intuição fluindo voluntariamente por um segundo inteiro – ou mais. Essa é a definição perfeita para o termo sânscrito dhyána. Porém, não podemos usá-lo, já que ninguém saberia a que queríamos nos referir. Somos, portanto, obrigados a voltar para a opção inicial e utilizar mesmo o vocábulo meditação, pois, embora inexato, é aceito universalmente, inclusive na Índia. Thu, 01 Jan 1970 VOCÊ TEM CONSCIÊNCIA DA REALIDADE ABSOLUTA? http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=162 Por Fábio Euksuzian Toda sexta-feira à noite, em nosso núcleo de Yôga Antigo em São Paulo, acontece o Círculo de Leitura, grupo composto por instrutores e alunos graduados que se reúnem para ler algum shástra (escritura ou tratado) sobre filosofia ancestral. Ao longo de todo este ano de 2009, estivemos estudando a obra de Patáñjalí, sábio hindu que provavelmente tenha passado por estas terras cerca de trezentos anos antes de Cristo. No segundo capítulo da obra em questão, que explana sobre o caminho da prática, encontra-se no aforismo III, cinco obstáculos que atrapalhariam a evolução de um yôgin ou de qualquer pessoa que busque obter conhecimento real por meio de compreensão metafísica. O principal destes klêshas (obstáculos) é chamado em sânscrito de avidyá, que pode ser traduzido como incultura, falta de conhecimento ou ausência de consciência. No entanto, é justamente neste ponto que o assunto se torna um pouco complicado a um leigo no assunto. No Yôga e no Sámkhya (filosofia teóricoespeculativa com caráter soteriológico), o não conhecimento, a ignorância não podem ser compreendidos no sentido literal, intelectual ou cultural. São características que, neste caso especificamente, não competem à vida profana do indivíduo e sim à percepção subjetiva “real” de toda sua existência e do mundo fenomênico ao seu redor. Para melhor entendimento, vamos analisar o quinto sútra deste mesmo capítulo, na tradução desta obra pelo Mestre DeRose no século passado: a incultura (avidyá) consiste em supor perenidade no perecível, pureza no impuro, felicidade na dor, ser no não-ser. Huumm ok, mas vamos voltar a falar português, né?! Quando nos identificamos com aquilo que não reflete nossa verdadeira identidade, estamos imersos na ausência de consciência metafísica. A humanidade toda hoje sofre imensamente quando seu corpo físico começa a envelhecer, pois identificou-se a tal ponto com ele que acha que realmente o é. Mas será que quando nossos corpos morrem também morremos? Tive um avô que teve uma das pernas amputadas, será que ele não continuou sendo ele próprio? Quando vemos os reflexos de nossos corpos nos brilhantes espelhos de nossas expectativas, narcisistas que somos, achamos que aqueles corpos decadentes somos nós em toda nossa essência e, quando começamos a enxergar rugas ou a queda de cabelos, nos desesperamos, pois estamos enfatizando o obstáculo citado por Pátañjali, o não conhecimento verdadeiro das coisas, ou como diz o próprio sútra, supondo, neste caso, perenidade no perecível. O que você faz quando sente dor, seja ela física ou emocional? Prestamos atenção a ela, não é mesmo? E com isso, a fortalecemos, a alimentamos e nos vemos nela a tal ponto de achar que somos aquela dor. Tentarei por outro caminho: durante as minhas práticas de Yôga Antigo, quando estou em ásana (técnica orgânica) e meu corpo começa a reclamar o cansaço e a eventual “queimação” da permanência mais longa na posição, imediatamente, tento perceber que não sou aquela dor (obviamente que a continuarei sentindo), sou algo além dela, posso transcendê-la sem causar identificação absoluta, é como se eu estivesse sentado, sorrindo distante e assistindo da plateia àquela cena. Vamos a outro exemplo prático de não conhecimento: por que projetamos tanto a felicidade na figura de nossos amores? Na escola que dirijo, é muitíssimo comum acontecer de um aluno que até então estava solteiro, começar a namorar, bem, até aí, perfeito. No entanto, este aluno que estava sempre presente e participava de tudo, desaparece! Bom, vamos dar um desconto, começo de relacionamento, aquela coisa pela qual todos nós já passamos e sentimos... mas é daí pra frente que mora a ausência de consciência e é perfeitamente detectável pelos mais atentos: ambos (o casal) se fundem em uma só pessoa, começam a ir a lugares somente se a outra parte for, deixam de frequentar seus próprios amigos, perdem suas individualidades, deixam de ter vida própria para só terem a conjugal, fecham-se no seu mundinho cor-de-rosa e beijos e abraços, adeus mundo exterior! Em minha opinião é justamente aí que se desenha o começo do fim de um saudável relacionamento e do crescimento dos indíviduos como pessoas. Por que isso acontece? Antes de mais nada, para não parecer antipático, friso que o amor é a coisa mais linda que poderíamos sentir por outra pessoa, pelos animais, pelas flores, montanhas, por tudo e todos. Nada é mais nobre neste castigado planeta do que esse sentimento quando é sincero. Nada mais romântico de que um casal apaixonado que se cuida e doa. No entanto, nesse afã da busca pela felicidade eterna e pela presença da insatisfação da imensa maioria com outros aspectos de suas vidas, projetamos toda nossa suposta felicidade na outra pessoa; tudo só é bom se ela estiver lá, sem ela não sou nada (o que era você até encontrá-la?) e quando algo neste meio do caminho dá errado, sua superficial ideia de felicidade sucumbe na próxima gota de chuva que escorre pelas calhas da casa que um dia foi bela e que agora desmorona, levando consigo vãs lembranças de outrora que julgávamos ser alegria infinita. Nós sofremos tanto neste mundo porque estamos lendo as invisíveis escrituras do universo do avesso. Compreendemos equivocadamente tudo e a todos. Olhe a sua volta, nada é o que parece ser. Precisamos de cultura objetiva e subjetiva para não mergulhar nos deleites da ignorância metafísica. Abramos os olhos, coração e mente. Abramos os chakras para a busca da emancipação dos grilhões que nos acorrentam na mais perfeita falta de conhecimento, pois certamente este tal à de avidyá nos estupidifica da mesma forma que nos torna mortais. Thu, 01 Jan 1970 DINAMIZAÇÃO DOS ÁSANAS COM O PROFESSOR ROGÉRIO BRANT http://www.universoyoga.org.br/textos.php?id=160 As técnicas do Yôga são muito poderosas. Não obstante, para torná-las ainda mais fortes, utiliza-se acoplá-las com outras." Mestre DeRose Nada está tão bom que não possa ser melhorado. Podemos acrescentar aos ásanas mudrás e bandhas para potencializá-los. No programa, serão abordados tópicos como: * Mentalizações * Mudrás específicos para cada ásana * Mantras específicos para cada ásana * Bandhas específicos para cada ásana * Kriyásanas * Ôjásanas * Kundalinásanas * Dhyanásanas Tudo isso regado ao carisma e experiência do Professor Rogério Brant. A quem se destina: praticantes de Yôga Duração do curso: 4 horas Data: 1/5/10 Local: Método DeRose Vila Olímpia Rua Coronel Joaquim Ferreira Lobo, 303 - Vila Olímpia Thu, 01 Jan 1970