28/08/2009
A saga de A Ancestral Arte da Poesia, por Fábio Euksuzian:
Toda essa repercussão de sucesso em cima do lançamento de meu livro de poesias, pensamentos e fotos está me enchendo de orgulho e satisfação e me fez relembrar toda a trajetória que percorri nos últimos quatro anos para que ele fosse publicado. Como se fosse uma história de piratas com direito a tesouros enterrados ou o mito do herói com seus ressurgimentos e senhores do umbral, essa obra iniciou-se no Revéiilon de 2005, quando juntamente com meus instrutores e alunos, aluguei uma casa na praia e, próximo da meia-noite do dia 31, estávamos todos na sala prontos para a celebração e a tradicional ceia vegetariana, quando olhei para todas aquelas pessoas, presumi que aquele momento era único e que nunca mais se repetiria em qualquer fração congelada do tempo e seria perdido como mais um bonito instante no tempo e no espaço do imortal e amórfico Cosmos. Então peguei folha e caneta, e esperei descer uma poesia que exortasse aquele singelo instante; pedi a palavra minutos antes das doze badaladas e li para os demais o que havia escrito, eternizando aquele dia para o todo o sempre no recém-lançado livro A Ancestral Arte da Poesia.
Estava por aquela época, vivendo uma fase muito criativa, energética com muita meditação e estudos metafísicos. Creio que isso deu uma alavancada nesta veia poética que até então era sombriamente latente. O que se seguiu foi um regurgitação de emoções e vernáculos para tudo o que é lado; sentia que precisava ir até o fim com aquela angústia interna e passei a escrever poesias até em guardanapo de botequim. Quando dei por mim, estava com mais de 100 poemas e aforismos jogados, espalhados das mais diversas formas nos mais diversos lugares e foi justamente aí que comecei a pensar que poderia juntá-las todas e publicá-las, sabe-se lá como!
Foi quando deu-se início a busca por alguma forma de patrocínio: contratei uma empresa que supostamente deveria conseguir leis de incentivo fiscal (Rouanet e Mendonça). Dei R$ 1500,00 nas mãos de uma moça boa de papo que não resolveu nada e ainda levou meu suado dinheirinho, sendo que o governo preferiu deixar de arrecadar milhões para “incentivar” a elite a ir assistir ao Circo de Soleil, ao invés de apoiar artistas locais. Em seguida, seguiram-se reuniões com editoras previamente agendadas por amigos e alunos. Nelas, os executivos diziam que poesia não vendia no Brasil, nem Mário Quintana (um de meus preferidos), quanto mais um escritor yôgi como eu. Eu argumentava que se tratava de um livro de arte que transcenderia o conceito de ordinárias poesias, mas de nada adiantava, eram meras palavras lançados aos paradigmáticos ventos de uma sala cinzenta e triste. Terceira tentativa: entrei em contato com algumas escolas da Uni-Yôga a fim de ofertar espaço para divulgação delas dentro do livro, em troca da aquisição prévia de tantos exemplares. Não deu certo! Na sequência, apareceu um velho conhecido que havia entrado como sócio de uma nova editora, dizendo que bancaria metade dos custos de produção da obra. Pronto, assim seria possível, no aperto, mas daria. Aos 45’ do segundo tempo no Maracanã lotado, ele escarrou que não faria mais o que havia combinado. Pronto, abri o freezer e soquei meu primeiro livro lá no fundo e por ali ficou cerca de um ano, mas...quando é para ser..., minha nova escola na Vila Olímpia começou a dar seus frutos e não tive dúvidas (bem, na verdade tive rs), amealhei a grana e enviei a gráfica.
Talvez devesse ter sido mencionado em um dos capítulos, a dificuldade na seleção das fotos que casassem com as poesias. Muitas delas (fotos) já estavam feitas, no entanto, muitas vezes, saíamos eu e o fotógrafo em busca de algumas imagens perdidas na noite mais profunda das idealizações. Isso sem falar no diretor de arte que fez um grande trabalho, mas que sumia vez ou outra me deixando aflito com o trabalho pela metade nas mãos e com o receio de ter que recomeçar tudo.
É por essas e muitas outras que me escorre neste momento uma centelha de alegria sincera pela concretização deste que um dia foi sonho e que agora chega às mãos de centenas de pessoas que já o adquiriram nas diversas noites de autógrafos que têm ocorrido pelos quatro ventos dos locais onde existam pessoas interessadas em arte nas suas mais diversas roupagens. Agradeço muito, muito mesmo, a estas pessoas e àquelas que me encaminham lindos feedbacks provenientes das leituras do poder encerrado nas entrelinhas de minhas poesias.
Fábio Euksuzian
Confira mais fotos do lançamento acessando:
http://yogapress.wordpress.com/page/2/
26/06/2010 O que é o Método DeRose?
08/02/2010 CONVÊNIO COM NOVAS EMPRESAS
18/01/2010 CALENDÁRIO DE CURSOS 2010
02/12/2009 CARNÊ DE CURSOS
02/12/2009 AULA COM O DEROSE, AO VIVO TODA TERÇA-FEIRA